O término das eleições deste ano mostrou o paradoxo existente no novo conceito de marketing político. Ao mesmo tempo em que as redes sociais se alçaram ao posto de “meninas dos olhos” das equipes de campanha, o fim das disputas no Legislativo e Executivo revelou o lado efêmero da atuação on-line.
Na disputa pelo Palácio do Planalto, os três principais candidatos (José Serra, Marina Silva e Dilma Rousseff) atuaram de forma ferrenha nas mídias sociais, com intensa mobilização e formação de grupos de ativistas on-line. Findado o pleito, com a eleição da petista, mensagens em sites como Twitter e Facebook se tornaram esporádicas e até certo ponto sem grande aprofundamento.
A questão não fica apenas na esfera do Executivo. Em estados como Paraná, Bahia e Amazonas o “abandono” das redes sociais também é visto entre pleiteantes e até mesmo vitoriosos nas disputas para o Senado e Câmaras Estadual e Federal.
Em um país onde mais de 80 milhões de pessoas estão conectadas à internet – número superior a soma dos colégios eleitorais de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia - a adoção do marketing pela web se torna mais que uma opção, mas uma necessidade em face ao novo cenário brasileiro.
O Brasil ocupa a liderança no ranking de percentual de acesso às redes sociais. Dados do Ibope Nielsen mostram que 85% de todos os internautas estão conectados a sites como Twitter, Facebook e Orkut. Frente às caras e desiguais peças de campanha nas mídias convencionais, as mídias sociais soam como ponto de equilíbrio nas disputas político-partidárias.
Um breve estudo interno mostrou que a Metagov conseguiu atingir mais de dois milhões de pessoas em mobilizações políticas durante o período eleitoral de 2010. Uma ferramenta de comunicação ágil e instantâneo. Um canal que se mantém atualizado, aproximando político e eleitor, fazendo das eleições apenas o passo final de um trabalho permanente e ativo ao longo dos anos.
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